Década de 40

Por Fernando Marques
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A década de 40 inicia-se com Edmundo Cabral Botelho pela primeira vez na presidência. Em 1941 é a vez de Lonan Sellman Nazareth, com Philadelpho como secretário e, em 42 e 43, Felippe de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda. Completando a metade da dácada (44 e 45) assume Antonio Tavares de Almeida.

O Sucesso e a evolução do Rio Preto Automóvel Clube, desde os primórdios, devem-se à exestência em sua diretoria de grandes homens, de José Nogueira de Noronha em 1920 e Cássio Luis Giorgi nos dias de hoje.

Chegamos à fase mais rica das promoções, festas e recepções a embaixadores, ministros, chefes de estado e outras autoridades. Gente importante da cidade ajuda compor a diretoria e conselho do clube: Carlos Barradas Rocha, Eufly Jales, Sólon Varginha, João de Noronha Goyos, Aloysio Nunes Ferreira, o prefeito da época Ernani Pires Domengues e os futuros Philadelpho Gouveia Neto e Alberto Andaló. Brincadeiras dançantes ao som da eletrola, declamações de poesias e saudações (principalmente de Aloysio Nunes Ferreira) predominam nas rodas. Tudo dentro da normalidade.

Mas logo surge um assunto que irá dominar por anos: O Brasil declara guerra às potencias do eixo pelo torpedeamento de navios mercantes. Bailes e festas foram cancelados em prol do Fundo de Defesa Nacional. Isto já tinha acontecido na Revolução de 32.

Após este período as festas são retomadas e acontecem várias homenagens. Entre elas a dois ex-diretores, agora em altas funções: Theotonio Monteiro de Barros Filho e Israel Alves, respectivamente secretário da Saúde e Diretor da Secretaria de Educação. Uma das festas mais importantes da época foi "O Baile de Vitória", em 1945, com o presidente Antonio Tavares de Almeida adentrando o salão do clube vestindo um macacão de operário.

Na segunda parte dos anos 40 assumem a presidência: em 1946 Geraldo Celso de Oliveira Braga, e em 1948 a 1950 Herbert Harrison Mercer. Na Gestão Geraldo Celso, Alberto Andaló era o secretário. Foi promovida uma grande reforma na sede social. Começa a construção da piscina olímpica e novos nomes ajudam a construir o Rio Preto Automóvel Clube: Waldemiro Naffah, Julio Amaral, Antonio Pedro de Paula, Paulino Bueno de Aguiar, Murchid Homsi, Bady Bassitt. Em 1947 o menino Roberto Farath toca suas primeiras notas no mesmo piano até hoje utilizado no clube. Entra no quadro associativo um nome que irá mudar a história do clube: Luiz Duarte Silva.