As
décadas de 60 e 70
Por
Fernando Marques
fernandomarquesalves@yahoo.com.br
A década
de 60 inicia-se com a primeira promoção na sede ainda
em construção, o baile de São João, realizado
em 23 de Junho de 1960, e também o primeiro carnaval. Na sede
velha é realizada uma das maiores promoções da
história do clube: “Caribe Guiana Varieties”, uma
orquestra de negros oriunda do após-guerra, tendo como instrumentos
tambores de gasolina deixado pelas tropas americanas, abandonados no
percurso das infiltrações militares.
Mas nem tudo é alegria. A perda de dois grandes sócios
e colaboradores: Alberto Andaló e Murchid Homsi. No começo
de 1961, José Arroyo Martins intensifica as obras da Nova Sede
e o maravilhoso piso de mármore é visto pela primeira
vez. Os “Rallyes” provocam os primeiros alvoroços
e mais uma vez é sentida a perda de mais dois grandes aceanos:
Bady Bassit e Coutinho Cavalcanti. A grande noticia vem da doação
de onze alqueires da área do futuro clube de campo por Antonio
Lopes do Santos. Em 1963 o presidente Luiz Duarte Silva e o vice Lauro
Ribeiro empossam os novos diretores Linneu de Alcântara Gil na
biblioteca, Leonard Grosser na direção social e Laerte
Santana na sessão esportiva. A 10 de Junho do mesmo ano o clube
transfere-se definitivamente para a Avenida Andaló, após
a monumental festa de despedida da sede velha, em 08 de Junho. A demolição
da sede velha deixou perene recordação nos sentidos de
muitos associados conservadores e saudosistas que se recusaram a freqüentar
a sede nova. O prefeito da época Lotf João Bassitt sugere
ao Conselho a construção de um edifício no local
da sede velha, o edifício “Rio Preto Automóvel Clube”,
oferecendo pelo terreno vinte e três milhões de cruzeiros,
mais o primeiro e décimo andares. A nova sede é inaugurada
e Lauro Ribeiro indica o jovem pediatra Roquette Lima para a Diretoria
Social. Após 13 anos na presidência, Luiz Duarte Silva
passa o comando para o médico Milton Dias e uma grande renovação
é promovida na diretoria. Raul de Aguiar Ribeiro, Rubens Bagarelli,
Arthur Edmur Pimentel, Joaquim Estrela Maia, José Chalela, Silvio
Andreolli, Luiz Dino Vizotto, Vinio Buongermino e Sebastião Helvécio
Pereira iriam comandar o clube até 1969.
Para o início da década de 70, Ivan Valle Rollemberg,
Antonio Zaia Tarraf, Anísio Haddad e Antonio Homsi Filho e Dured
Fauaz alternaram-se na presidência, transformando o clube num
verdadeiro canteiro de obras, com a construção do “complexo
de cima”, com nova piscina, quadras de tênis, balneário,
vestiários, bocha e campo de futebol de areia. Carlos Roberto
Roquette Lima, Archimedes Beolchi, José Paschoal Carrazone, Nuraldin
Fauaz e Reinaldo Zanon Filho são nomes que sucederam a presidência,
da década de 80 até os dias de hoje.